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Pais devem evitar lugares que não acolham bem crianças.

Elipse Clínica Multidisciplinar

Pais devem evitar lugares que não acolham bem crianças.

Mesmo quem adora criança sabe que há momentos e lugares que não combinam com elas. Um jantar romântico em um bom restaurante, por exemplo, ou uma pousada onde se busca descanso. Em função disso, há estabelecimentos que proíbem a presença dos pequenos. Locais públicos com essa restrição ou mesmo aqueles sem uma indicação explícita, mas que não são acolhedores para uma criança, devem ser evitados pelos pais.

Primeiro porque é preciso respeitar a decisão do estabelecimento e a preferência de pessoas que buscam tranquilidade - já que criança é quase sempre sinônimo de barulho. Em segundo lugar, preferir locais adequados é estimular as brincadeiras e a espontaneidade dos filhos, o que faz parte de uma educação saudável.

Por mais radical que seja, a proibição da entrada de crianças serve como um alerta para pais. A psicóloga Beatriz Otero, da Clínica Elipse, alerta que a proibição da entrada de crianças em alguns lugares é resultado da dificuldade que muitos pais têm em educar seus filhos. É normal que crianças brinquem e façam barulho, mas é papel dos pais respeitar as regras e as pessoas de cada lugar. Não é aconselhável levar crianças de até três anos a ambientes que não estejam preparados para recebê-las, pois elas ainda não têm condições psíquicas de lidar com a frustração e podem reagir mal à determinadas situações, fazendo ainda mais barulho.

Limite consciente

A partir dos quatro anos, já é esperado que a criança saiba se comportar sozinha em ambientes públicos, pois ela já tem capacidade de perceber o mundo à sua volta e a diferenciar o certo do errado. Correr, gritar, fazer birra e qualquer outro tipo de conduta que incomode o outro em ambientes públicos costumam ser reflexo da falta de imposição de limites pelos pais. "Uma criança bem educada pode frequentar qualquer ambiente, e a educação que vem de casa é suficiente para contê-la", garante a psicóloga. Cabe aos responsáveis avaliar se o seu filho tem maturidade para frequentar determinado espaço.

Brinquedos e tablets

Uma forma de reverter sinais de desobediência é pontuar, antes de sair de casa, o que o pequeno deve fazer e como deve se comportar em um determinado ambiente. De acordo com a educadora Silvia Colello, professora de Psicologia da Educação da Universidade de São Paulo (USP), os pais também devem servir de exemplo e ajudar a criança a resolver suas questões em lugares públicos, em vez de brigar e aumentar a histeria.

Levar brinquedos, tablets ou materiais de desenho para restaurantes e outros locais públicos é uma boa saída. Por mais educadas que sejam, crianças necessitam de algo que chame sua atenção e as distraiam. Escolher lugares mais informais, que tenham espaço de recreação ou que sejam frequentados por outras famílias com crianças também é uma alternativa.
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