Elipse Clínica Multidisciplinar

Pedagoga ensina como contribuir com o desenvolvimento do seu filho e estimular a falar no tempo.

Depois que o bebê nasce, a torcida é para que ele fale logo as primeiras palavras. Qual vai ser: mamãe ou papai? Segundo a pedagoga e psicopedagoga Silvia Amaral, coordenadora da Elipse Clínica Multidisciplinar, em São Paulo, e conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), tudo vai depender dos estímulos que a criança recebeu desde o parto – ou quando ainda estava no útero, como defendem algumas teorias.

“O importante é que os pais e os cuidadores aproveitem os momentos em que os pequenos estejam bem dispostos, como na hora de trocar a fralda, comer a papinha ou tomar banho, para interagir e conversar com eles de forma natural, e não com a fala infantilizada”, avisa a especialista. “Esse péssimo hábito atrapalha o desenvolvimento do bebê, já que ele aprende ouvindo e interagindo”, completa.

Em contrapartida, faz toda a diferença cantar com seu filho, contar histórias, pôr uma música tranquila para ele dormir ou apresentar brinquedos que produzam sons diferentes. E os programas de tevê infantis? Segundo Silvia Amaral, eles podem ser permitidos após um ano de idade, desde que acompanhados por um responsável para que a interação aconteça e o aparelho não se transforme numa babá eletrônica. “Além disso, é preciso ressaltar que antes dessa faixa etária o excesso de cores, movimentos e barulhos pode deixar a criança irritada e agitada”, lembra.

Para os pais de primeira viagem, Silvia avisa que é importante procurar um especialista caso o filho não pronuncie nenhum som antes de completar 12 meses, mas tranquiliza dizendo que a pronúncia de pequenas frases só acontece mesmo entre dois e três anos de idade.

“Além do pediatra, é importante consultar um otorrinolaringologista, para ver se a audição está perfeita, e, dependendo do caso, um fonoaudiólogo. Verifique também se a pessoa que cuida da criança conversa com ela. Caso contrário, o pequeno não adquire vocabulário e tem dificuldade de se expressar, o que pode acabar interferindo na escola mais tarde”, finaliza.
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